23 de jan de 2017

140 - SEM PENSAR




Talvez hoje não seja assim tão simples, sorrir.

Ou seguir pelas ruas sem destino, descuidado.

Ou defender opiniões, pregando consciência,
não importando o lugar, ou quem está presente.

Talvez tudo esteja mudando lentamente,
e se preze menos o valor do que a ambivalencia.

E menos as escolhas, e mais o fado,
e mais o presente, e muito menos o porvir...

Ou talvez já não se viva sem competir,
ganhar prémios, ser ultrapassado.

E sem desesperar de impaciência,
nem morrer silenciosamente.

Sem calar, como quem consente.

Sem votar, não tomando ciência
desse palco, em circo armado.

Sem pensar, apenas ir...





CopyrightHenriqueMendes/Novembro 2007
Foto com autorização do acordionista no castelo de Budapeste. Desconheço o seu nome.

2 comentários:

  1. Tudo assim..eis o maturar.
    Lindo!!

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  2. SIN PENSARlo mucho, esta etapa de nuestras vidas pasará a la historia. Tiempo de cambio, tiempo de tu poesía. Gracias querido Poeta por tu no silencio.

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