25 de nov de 2012

59 - SOMBRAS





Nesse rectângulo luminoso
jorrando dourado nos meus braços,
há muito mais que apenas a luz do dia
e o azul  do céu lá fora, recortando
toda a alvura da casa.

Há o movimento eternizando-se
das cortinas lentas também brancas,
e a magia além do tema,
das minhas mãos dançando
enquanto escrevem.

Tal como num dia de chuva
quando deixo que chova,
mas com mais folhas arrastando-se
pelo chão, lá fora.

E, de tudo, uma segunda voz
repete sobre a mesa a vida
diluída em sombras.

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