2 de abr de 2014

96 - MONÓLOGO DO CANTINHO








Eiii
Bem sei…
Mas… Vem cá…
Deixa tudo o resto pra lá…
( Escuta esse som baixinho, de horas passando!
Devia ter um violão doce, acompanhando…)
Se fosse constante, o soar, e eu Poeta a falar,
diria que era a Vida a declamar.
Ou, quem sabe,  rindo-se, na sua voz…
Como todas essas horas  que já riram de nós
e,  aos poucos, se escoaram,
e, aos poucos,  nos levaram,
( - Que rápido, não foi ?
  - Um ápice, não foi ? )
enquanto se iam, assim, fugindo,
e as seguíamos, loucos, rindo,
sem ver que nesse ir
ia muito mais que o nosso rir…
- ia aquela parte especial e única de nós,
que é capaz de, indo, nos deixar sós…


Jan/14

2 comentários:

  1. HENRIQUE,QUE COISA MAIS LINDA,SENTIDA.PARABÉNS.GID

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  2. Eiii...
    Lindo poema, faz pensar em especiais momentos que cada um guarda dentro de si, "cantinhos".
    Parabéns!

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