15 de jun. de 2016

130 - ADEUS KATHLEEN LESSA




Os Poetas não cantam o que são. Nem são o que cantam. Por isso não partem nem ficam, apenas estão.

Rodeiam-nos por toda a parte. Estão em alguns tipos de sorriso efémero. No amanhecer de alguns dias, ou nas gotas de água sobre alguma pétala duma hipotética flor. Ou talvez na emoção que se ocultava nas neblinas de um momento vago. Eles são qualquer uma dessas coisas, ou outra, em todos os matizes que a vida tem.

Num repente se incendeiam e brilham intensamente, revelando-se, e levando longe a  beleza mágica do seu canto, como uma luz dourada que vai aos poucos  inundando os recantos ermos do que era apenas monotonia e silêncio. E depois remetem-se outra vez à paz da sua quietude.

Então a escuridão parece agigantar-se sobre todas as coisas. E o mundo retoma, devagarinho, a História que se vai escrevendo entre Poetas.



CopyrightHenriqueMendes


Um comentário:

  1. Os poetas sempre viverão na melodia de seus poemas, nos espaços entre os versos como guardiões das palavras. Não morrerão, assim Kathleen que ainda vive em cada olhar que se pende sobre a sua poesia.

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