9 de mar. de 2013

66 - DONDE ME PIERDO (CLIP en español )


( en trabajos, clip a publicar oportunamente. )





Yo me pierdo donde se pierden las palabras.

En aquellos meandros más sublimados de las emociones sofocantes,
donde se rasgan los gritos del que la voz no dice
y que los silencios tampoco alcanzan a traducir.

Y me pierdo en los sentidos remotos, inciertos, implausibles,
del impensable ahora hecho armonía, para alguien,
insospechadamente.

Me pierdo en el verbo corto, seco, incapaz,
de los sentimientos confusos, mal definidos,
y en los colores átonos del que se queda por decir.

Me pierdo donde se pierden las palabras.

Donde otros valores se instalan, desafiantes,
alcanzando disfrazados espacios y sentidos,
en un otro vértigo igualmente necio.

Me pierdo donde nos perdemos todos,
donde el diálogo y las palabras se ausentan.

Me pierdo donde nos perdemos de nosotros.

7 de mar. de 2013

65 - CLIP DE ONDE ME PERCO





Perco-me onde se perdem as palavras.

Naqueles meandros escusos das emoções sufocantes,
onde se rasgam os gritos do que a voz não diz
e  que  os silêncios tampouco conseguem traduzir.

E perco-me nos sentidos remotos, dúbios, implausíveis,
do impensável tornado mavioso para alguém,
insuspeitadamente.

Perco-me no verbo curto, seco, incapaz,
dos sentimentos confusos, mal definidos,
e nas  cores átonas do que fica por dizer.

Perco-me onde se perdem as palavras.

Onde outros valores se instalam, desafiantes,
ganhando disfarçados espaços e sentidos,
numa outra vertigem igualmente néscia.

Perco-me onde nos perdemos todos,
onde o diálogo e as palavras se ausentam.

Perco-me onde nos perdemos de nós.

8 de fev. de 2013

64 - CLIP de ENTRETIEMPOS (versión en español )




Entretiempos

Alcanzo a saber de un lugar, entretiempos,
donde me pierdo de las palabras necesarias ,
me desarmo de los gestos coherentes
adoptados  por el tiempo de una vida entera
y balanceo  en ese espasmo de la vez primera
como un estay* golpeando en nortes diversos
cazando playas y dunas imaginarias,
donde me inscribo en huellas y tormentos.

Alcanzo a saber de un lugar, entretiempos,
donde son las noches la razón de los días arrastrados,
el subterráneo de un espacio cercado
por flores raras y exacerbadas alegrías,
donde entre mohos y tantas poesías
buceo en versos de corazón rasgado,
me pierdo en textos inacabados,
naufragando  en deseos  y sentimientos.

Alcanzo a saber de un lugar, entretiempos,
donde el mar, casi manso, me espera sonriendo
en playas y coqueros que el viento olvidó
extenuado de  devaneos y correrías.
En su rumbo navego todos los días,
mi proa en espumas,  en ese mar que es tan mío
de horizonte siempre renovado y  siempre lindo,
llevando en mis labios la sal de los pensamientos…



* estay - termo nautico. Vela triangular de la parte delantera de los barcos.


Comentarios son muy bienvenidos .

31 de jan. de 2013

63 - ENTRETEMPOS


Versão em português:
Consigo saber de um lugar, entretempos,
onde me perco das palavras necessárias,
me desarmo dos gestos coerentes
adotados pelo tempo de uma vida inteira,
e balanço nesse espasmo da vez primeira,
como um estai batendo em nortes diferentes,
caçando praias e dunas imaginárias,
onde me assino, em pegadas e tormentos.

Consigo saber de um lugar, entretempos,
onde as noites  são a razão dos dias arrastados,
o subterrâneo de um espaço cercado
por flores raras e exacerbadas  alegrias,
onde entre mofos e tantas poesias,
mergulho em versos de coração rasgado,
me perco em textos inacabados,
naufragando em desejos e sentimentos.

Consigo saber de um lugar, entretempos,
onde o mar, quase manso, me espera sorrindo,
em praias e palmeiras que o vento esqueceu,
afobado em devaneios e correrias.
Para lá navego todos os dias,
a proa em espumas, nesse mar tão meu,
de horizonte sempre renovado e infindo,
levando  nos lábios, o sal dos pensamentos...


6 de jan. de 2013

61 - ACREDITANDO



IMAGENS COLHIDAS DO GOOGLE IMAGES PARA FINS EXPERIMENTAIS, NÃO COMERCIAIS, PROVISÓRIOS. AOS AUTORES ASSEGURA-SE O IMEDIATO RECONHECIMENTO DA AUTORIA, SE RECLAMADA

26 de nov. de 2012

60 - AMOR DE MARINHEIRO





A Tobias,
quem o visse olhar
veria nos seus olhos, à distância,
as ondas correndo com a maré.

Mas quem lhe prestasse atenção 
veria nele mais que o mar.
Veria os seus olhos olhando longe,
e, neles,  as ondas correriam com a maré.


( foto do Google image, sem identificação )